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Mostrando postagens de setembro, 2023

Provocações Sussurradas (Cena 6)

CENA 6. Toalhas Mari logo foi acender o fogão à lenha, com ajuda de Marco. Feito isso, ela abriu um armário e pegou umas cobertas e toalhas. “Tomem essas toalhas. Infelizmente, acho que não tem roupas aqui. Mas tem uns cobertores. Dá pra se embrulhar neles. Ao menos enquanto as roupas secam perto do fogo”, disse Mari entregando umas cobertas para eles. “Marco, vira pra lá pra gente se cobrir com esses cobertores”, disse Mari, e ela e Júlia tiraram suas roupas molhadas e se enrolaram nas mantas. Logo uma luz bruxuleante tomou conta da pequena cozinha e o crepitar da lenha se misturou ao barulho da tempestade. Júlia e Mari se sentaram ao redor do fogo embrulhadas nos cobertores e Marco foi ao carro buscar uns sanduíches que Mari tinha trazido para lancharem. Esquentaram a comida e ficaram conversando despreocupadamente. Marco se levantou e foi tirar sua camisa e blusa e também se enrolar nos cobertores. As duas puderam ver que ele tinha um abdômen firme, um peitoral amplo, coberto com um...

Provocações Sussurradas (Cena 5)

 CENA 5. TEMPESTADE Voltaram até a casa sob um aguaceiro. Mari pegou seu carro e Júlia a acompanhou, enquanto Marco continuava na caminhonete. Estava anoitecendo e não dava para ver muito da estrada na frente em razão da tempestade. Mari seguiu por um quilômetro e pouco até ver um vizinho fazendo sinal e um carro parado com o pisca alerta ligado. “O que aconteceu?”, perguntou Mari. “A tempestade derrubou um barranco. A estrada está interditada. Não passa nem trator agora”. “Como assim? Como vamos fazer?” “Amanhã de manhã cedinho vem um trator. Já está conversado. Mas até lá, só se conseguir alguém pra te buscar do outro lado e mesmo assim eu não sei como está o resto da estrada pra lá”. Mari pensou um pouco. A chuva estava forte e já era noite. O mais racional era não se arriscarem nem pedirem para alguém se arriscar por eles. Teriam que dormir no casebre e esperar até a manhã seguinte. Ela ponderou isso com Júlia, que também não viu outra saída e foi falar com Marco. Júlia e Marco...

Provocações Sussurradas (Cena 4)

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 CENA 4. CONTAGEM Chegaram. Pararam o carro e desceram por uma trilha de uns 50 metros que atravessava um bosque de árvores altas e espaçosas, com o chão coberto de folhas secas. A hidrelétrica era uma pequena construção ao lado de uma barragem em um riacho. Em uma das margens havia uma casa de máquinas, um cômodo sem janelas no qual caberia uma pessoa, com uma porta fechada. Naparede lateral estavam instalados alguns mostradores. Havia um aroma agradável no ar e o barulho da água trazia tranquilidade. Júlia abriu a porta e logo deu de cara com o mecanismo rudimentar de produção de energia elétrica. Ela pediu a Mari que ficasse do lado de fora, falando a cada quarenta e cinco segundos o valor que um determinado ponteiro indicava. Júlia se ajoelhou para ter uma posição melhor de visão das engrenagens. Marco deu uma olhadela para aquela bunda espetacular, mas decidiu sair de perto, pois nada poderia ser feito ali, e ficou andando nas proximidades, vendo o riacho. Depois de um tempo, ...

Provocações Sussuradas (Cena 3)

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 CENA 3. A CABANA A fazenda ficava há uma hora mais ou menos do posto, sendo que todo esse percurso era de estrada de terra. Inicialmente, uma estrada de terra mais larga, principal, depois utilizando caminhos mais estreitos e menores, quase engolidos pela mata densa que ocupava boa parte da região. O local era também mais alto do que a cidade, sendo consideravelmente mais fresco nos meses mais quentes, ou até dito frio no inverno. Naquele final de abril viviam os últimos dias de uma frente fria, que deixava o tempo mais gelado que o usual para a data. Tanto que ao chegarem na última porteira, todos já usavam blusas. Mari parou seu carro em frente a um casebre que servia de sede para a fazenda. Uma construção rústica, sem luz elétrica, que era basicamente um só cômodo, que fazia as vezes de quarto e cozinha, com um banheiro sem porta num dos cantos, e que era usada nas raras vezes em que alguém da família visitava aquele lado da propriedade. Confortável e limpa, mas bastante rústic...

Provocações Sussurradas (Cena 2)

  CENA 2. PROVOCAÇÕES   Nenhum dos dois saberia dizer exatamente qual comentário mudou o tom da amizade, mas a partir de certo ponto eles estavam definitivamente flertando. Moravam em cidades próximas, deveria ser fácil se encontrarem, mas a agenda recente de Júlia dificultara tudo, pois abarrotada de reuniões e prazos para um novo projeto. Eles, então, esticaram as conversas. O que era um flerte se tornou logo uma conversa mais tórrida, que era curtida a cada mensagem pelos dois. Não demorou para que trocassem “nudes”. Marco logo percebeu que Júlia tinha jeito para a coisa. As fotos que ela mandava eram provocantes e deixavam o rapaz à beira do desespero. Júlia era linda: seios esculturais e empinados; coxas que se delineavam perfeitamente e terminavam numa bunda redonda, durinha; boca grande. Mas não era só a beleza dela que fazia as fotos serem quentes. Ela gostava de mandar fotos não só enquanto estava em casa, mas também do trabalho, do trocador da loja, do restaurante ou...

Provocações Sussurradas (Cena 1)

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Quando um sentimento sincero de amizade se transforma em algo mais? Quando dois amigos não mais se contentam em dividir as felicidades e tristezas da vida? Quando a companhia não é mais suficiente e o toque se torna necessário? Quando ir juntos a festas, casamentos, bares e funerais e depois voltar cada um para suas casas sozinhos não faz mais sentido? Quando aquela pessoa que era vista como um porto seguro durante a tempestade se torna também o objeto dos seus desejos sexuais mais íntimos? Para Júlia e Marco essa mutação na amizade demorou mais de uma década para ocorrer. Eles foram colegas na escola católica no ensino médio, quando já nos primeiros dias de aula a menina nerd anarquista achou graça no desengonçado rapaz amante dos animais e resolveu sentar ao lado dele. Desde então eles eram sempre vistos juntos. De manhã, Marco passava na casa de Júlia e, juntos, iam caminhando e conversando até a escola. Ao final da tarde, eles se encontravam e faziam o caminho inverso contando as n...

DOIS PRESENTES PARA CAROL (cap. 10/10 - FINAL)

  Meu coração disparou com tudo aquilo e entre minhas pernas a umidade escorria. Theo me beijava ardentemente e Bruno lambia meu pescoço. A mão de Theo estava nas minhas coxas e a de Bruno sobre os meus seios. Ambos me apalpavam com tesão. Eu tocava os dois por cima da calça. Estavam duríssimos.  Mas, eu parei tudo e me levantei. Os dois me olharam incrédulos. Respirei fundo e olhando séria para os dois falei: _ Vai ser o que eu quiser, como eu quiser e só o que eu quiser, tudo bem? Eu queria ter certeza de que tudo sairia como eu queria. Teria que ser uma experiência boa pra mim. _ Sim - ambos disseram. _ Ok, então - respondi sorrindo e, em seguida, deixei vagarosamente tirei uma alça da minha blusinha deixando um seio à mostra, depois, a outra. Os dois me olhavam sedentos, desesperados para que eu desse a ordem para virem para cima de mim. Finalmente, apontei os seios e fiz sinal para eles virem. Ambos se levantaram e vieram me beijar. Eu me alternava entre os dois. Enquanto...