Provocações Sussuradas (Cena 3)

 CENA 3. A CABANA



A fazenda ficava há uma hora mais ou menos do posto, sendo que todo esse percurso era de estrada de terra. Inicialmente, uma estrada de terra mais larga, principal, depois utilizando caminhos mais estreitos e menores, quase engolidos pela mata densa que ocupava boa parte da região. O local era também mais alto do que a cidade, sendo consideravelmente mais fresco nos meses mais quentes, ou até dito frio no inverno. Naquele final de abril viviam os últimos dias de uma frente fria, que deixava o tempo mais gelado que o usual para a data. Tanto que ao chegarem na última porteira, todos já usavam blusas.

Mari parou seu carro em frente a um casebre que servia de sede para a fazenda. Uma construção rústica, sem luz elétrica, que era basicamente um só cômodo, que fazia as vezes de quarto e cozinha, com um banheiro sem porta num dos cantos, e que era usada nas raras vezes em que alguém da família visitava aquele lado da propriedade. Confortável e limpa, mas bastante rústica. Havia, claro, uma sede maior e bem estruturada em outra parte da propriedade, relativamente longe dali.

Mari ofereceu um café e os amigos aceitaram. Seria bom para aquecer. Enquanto ela procurava o pó e esquentava a água, Júlia foi para um canto fora de sua visão e levantou sua blusa um pouco, mostrando os seios para Marco, os acariciando levemente. Os bicos rígidos eram a coroação de seus peitos firmes. Ela olhava provocadoramente para Marco e acariciava o seio com tesão. Marco estava no campo de visão de Mari, então se esforçava para não demonstrar nada, mas o volume em suas calças já denunciava seus pensamentos.

“Achei”, anunciou Mari. E Júlia se recompôs.

Conversaram por alguns minutos enquanto o café era passado e depois enquanto tomavam. O cheiro da bebida dominou o ambiente fracamente iluminado pela luz de um dia densamente nublado. Mari contou que desde o fim de seu casamento, há dois anos, estava solteira. Pensava em viajar um pouco. Estava agora começando a ser preparada pelo pai para tomar conta dos negócios, principalmente das fazendas e da empresa, e queria, antes disso, relaxar em algum lugar. Pensava em voltar para Europa e conhecer Amsterdam ou talvez fazer algo totalmente diferente e ir para uma praia nas Bahamas.

Júlia tinha feito uma viagem para a Europa. Conhecera Londres. Marco só conhecia o Chile. Ambos se animaram e incentivaram a amiga a passear. Se pudesse iriam junto dela, inclusive!

Terminado o café pegaram a caminhonete para ir para a pequena usina hidrelétrica. Uma garoa caía e deixava o campo molhado. Trovões no horizonte indicavam uma tempestade por vir.

Na caminhonete, Marco foi dirigindo e Mari ao lado, mostrando o caminho. Júlia foi atrás. Ela buscou sentar-se numa posição em que pudesse claramente ser vista por Marco pelo retrovisor, mas não por Mari e começou a mexer nos seios e nas coxas, discretamente, mas o suficiente para ser percebida por ele. Marco tentava não perder os movimentos de Júlia ao mesmo tempo em que prestava atenção na estrada de terra e conversava com Mari. Estava praticamente monossilábico.

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