Provocações Sussurradas (Cena 2)

 

CENA 2. PROVOCAÇÕES

 

Nenhum dos dois saberia dizer exatamente qual comentário mudou o tom da amizade, mas a partir de certo ponto eles estavam definitivamente flertando. Moravam em cidades próximas, deveria ser fácil se encontrarem, mas a agenda recente de Júlia dificultara tudo, pois abarrotada de reuniões e prazos para um novo projeto. Eles, então, esticaram as conversas. O que era um flerte se tornou logo uma conversa mais tórrida, que era curtida a cada mensagem pelos dois. Não demorou para que trocassem “nudes”.

Marco logo percebeu que Júlia tinha jeito para a coisa. As fotos que ela mandava eram provocantes e deixavam o rapaz à beira do desespero. Júlia era linda: seios esculturais e empinados; coxas que se delineavam perfeitamente e terminavam numa bunda redonda, durinha; boca grande. Mas não era só a beleza dela que fazia as fotos serem quentes. Ela gostava de mandar fotos não só enquanto estava em casa, mas também do trabalho, do trocador da loja, do restaurante ou do cinema. Marco via as fotos e se espantava com a safadeza de Júlia. Cada foto dessas se transformara em um tesouro para ele, que as revia sem parar.

As provocações de Júlia deixaram Marco à flor da pele. Ele dizia que iria transar com ela de todas as formas possíveis, comê-la, sorvê-la, em todas as posições e maneiras. Ela só atiçava ainda mais. Dizia como gostava de ser chupada e comida, falava que preferia de quatro, mas que gostava de transar em pé também, sempre se mexendo muito, rebolando, mandava fotos na sombra, reclamava que seu consolo já não era suficiente para diminuir seu tesão.

Até que surgiu a oportunidade perfeita de se encontrarem pela primeira vez. Mari, uma amiga em comum, um pouco mais velha que ambos, que morava na mesma cidade de Júlia, contratara a amiga engenheira para que analisasse um antigo motor que ficava em uma pequena usina hidrelétrica em sua fazenda. Eventualmente, precisariam trazer uma peça que parecia estar defeituosa. Júlia concordou e sugeriu convidar Marco, pois ele tinha uma caminhonete que poderia carregar bastante peso e carregar a peça. Era uma chance de Júlia começar a decolar em suas consultorias, afinal a família de Mari tinha vários negócios e, unindo o útil ao agradável, era também o momento perfeito para encontrar Marco.

A idéia era simples: chegariam na fazenda depois do almoço, Júlia olharia o que fosse necessário, depois iriam para a casa dela botar finalmente em prática a provocação que tinham feito nas últimas semanas. Júlia já tinha deixado umas garrafas de vinho reservadas e morangos, com creme, claro. O creme contrastaria com a sua pele e daria um efeito inebriante.

Assim, por baixo da calça jeans Júlia colocou uma calcinha de renda, sob a blusa vestiu um sutiã decotado e se perfumou. Seria uma tarefa rápida na fazenda, depois ela esperava apagar o fogo que lhe consumia.

Júlia pretendia atiçar Marco até o fim. Ainda não estava satisfeita e entendia que a brincadeira não acabara. Então tirou uma foto provocante no quarto antes de sair e a enviou para Marco. Dava pra ver um pedaço da calcinha e das coxas. A mensagem dizia “essa boceta está esperando para ser chupada”.

Logo Mari chegou para buscar Júlia.

Mari era amiga antiga dos dois, desde a faculdade. Mas ela era séria demais. Não era de farra e não gostava de pegação. Mari sempre fora a CDF religiosa. Vestia-se de modo sóbrio, não falava putaria e quase não bebia. Era uma boa amiga, mas que não entrosava em vários assuntos com a turma. Por fim, Mari era muito amiga de um ex namorado de Júlia e ficou um tanto chateada quando eles terminaram. Foi por esses motivos que Julia achou melhor não falar com Mari sobre o que estava rolando com Marco.

Durante a curta viagem Júlia foi conversando com Mari, mas sempre que podia olhava as mensagens de Marco, que a excitavam. A boceta ia ficando umedecida a cada lida e relida nos textos, sempre muito explícitos. Ela ia imaginando como seria o final de semana. O que fariam no quarto, na sala e no banheiro, como ela cobriria seu sexo de creme e tomaria espumante enquanto era chupada... Júlia pressionava suas coxas uma na outra tentando aliviar um pouco o tesão.

Pararam em um posto para encontrar Marco. Ele estava lá, com sua caminhonete L200 cinza metálico. Cumprimentou Mari com um abraço rápido e Júlia com um mais longo. Ele também estivera revivendo as conversas e fotos. Estava de pau duro. Conversaram brevemente e Mari disse para que a seguisse e foi para seu carro. Nesse momento, com Mari de costas, Júlia aproveitou para passar a mão no pau de Marco por cima da calça. Deu uma leve apertada, para sentir que ele estava pronto. Só sussurrou no ouvido dele “delícia...”.



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