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Mostrando postagens de julho, 2023

LARA NA FESTA - Parte 1/2

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  I Ela entrou deslumbrante na balada. Vestia uma saia xadrez de cinza com preto quase curta demais, uma meia sete oitavos escura de renda e uma blusinha reveladora. Chegou, olhou para os lados, fez um rápido reconhecimento do local e logo percebeu que vários olhares se voltavam para ela. Era como se tivesse um magnetismo natural e inescapável. Homens, sozinhos ou acompanhados, a cobiçavam. Mulheres a invejavam - ou também desejavam. Sentindo o impacto que sua presença causara, ela dirigiu-se ao balcão com a calma, a elegância e a fingida indiferença de uma modelo na passarela. Por dentro, porém, sentia a adrenalina tomar conta de seu corpo. Fazia tempo que não ia para uma balada assim. Receber tantos olhares mexia com seu ego. Ela queria retribuir. Mas não. Não seria adequado. Precisava se colocar num pedestal acima dos demais. Sabia que, paradoxalmente, com mais distância, seria ainda mais desejada. Ela queria se divertir naquela noite. Muito. E parte disso era se sentir cobiçada...

O pobre Afrânio e sua amada Tati

Afrânio não podia acreditar em como se metera naquela situação. Tinha tudo para ser perfeito: ele finalmente estava no quarto com o amor de sua vida. Ela estava nua e completamente excitada. Seria como um sonho, não fosse um verdadeiro pesadelo. Afrânio conhecera Tati quando ainda eram crianças. Estudaram na mesma escola e ele fora louco por ela desde que viu aquela menina de cabelos castanhos escuros e olhos negros e brilhantes entrar na classe segurando a mão da professora. Ele, gordinho, fizera a única coisa que conseguira pensar: “aceita um biscoito?”. Ela aceitou e se tornaram amigos e nunca mais se separaram. Claro, enquanto ainda estavam na pré-escola Afrânio não era capaz de entender que o que sentia por Tati era amor. Seu coração apenas disparava quando ela estava por perto e ele queria fazer tudo por ela e odiaria a simples possibilidade de que alguém não a fizesse feliz. Foram necessários alguns anos até ele entender exatamente o que tudo isso significava. Mas, quando finalm...

Jantar a Três

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 Esse foi o primeiro conto erótico que escrevi. De lá pra cá, creio, melhorei bastante a narrativa. De qualquer forma, sinto que "Jantar a Três" ainda tem seu lugar. Trata-se da descrição de um ménage sob a perspectiva de Arthur, marido de Lavínia. Posteriormente, reescrevi a mesma história, mas sob a perspectiva de Lavínia e de forma bastante mais completa. Espero que gostem. *** Dizer que não havia imaginado antes o que aconteceu naquela seria um exagero. Aliás, uma mentira. Mas não havia planejado nada. Foram uma feliz série de pequenas, quase imperceptíveis ações e sinais que nos levou a ter a ter uma das melhores noites de nossas vidas. Evidentemente, não posso revelar meu nome. Sou advogado, pessoa séria, tenho uma reputação a zelar e uma imagem pública que prefiro manter distante de acontecimentos mais, digamos, polêmicos. Não que eu tenha vergonha propriamente do que fiz ou faço. Apenas reconheço que a sociedade é um tanto conservadora e o que se faz entre quatro pare...

Bem-vindos e bem-vindas

Esse é um espaço no qual pretendo compartilhar criações eróticas minhas, especialmente desenhos, gravuras, contos eróticos e histórias com erotismo. Fico feliz com quem puder deixar um comentário ou um feedback.