LARA NA FESTA - Parte 1/2
I Ela entrou deslumbrante na balada. Vestia uma saia xadrez de cinza com preto quase curta demais, uma meia sete oitavos escura de renda e uma blusinha reveladora. Chegou, olhou para os lados, fez um rápido reconhecimento do local e logo percebeu que vários olhares se voltavam para ela. Era como se tivesse um magnetismo natural e inescapável. Homens, sozinhos ou acompanhados, a cobiçavam. Mulheres a invejavam - ou também desejavam. Sentindo o impacto que sua presença causara, ela dirigiu-se ao balcão com a calma, a elegância e a fingida indiferença de uma modelo na passarela. Por dentro, porém, sentia a adrenalina tomar conta de seu corpo. Fazia tempo que não ia para uma balada assim. Receber tantos olhares mexia com seu ego. Ela queria retribuir. Mas não. Não seria adequado. Precisava se colocar num pedestal acima dos demais. Sabia que, paradoxalmente, com mais distância, seria ainda mais desejada. Ela queria se divertir naquela noite. Muito. E parte disso era se sentir cobiçada...