CENA 3. A CABANA A fazenda ficava há uma hora mais ou menos do posto, sendo que todo esse percurso era de estrada de terra. Inicialmente, uma estrada de terra mais larga, principal, depois utilizando caminhos mais estreitos e menores, quase engolidos pela mata densa que ocupava boa parte da região. O local era também mais alto do que a cidade, sendo consideravelmente mais fresco nos meses mais quentes, ou até dito frio no inverno. Naquele final de abril viviam os últimos dias de uma frente fria, que deixava o tempo mais gelado que o usual para a data. Tanto que ao chegarem na última porteira, todos já usavam blusas. Mari parou seu carro em frente a um casebre que servia de sede para a fazenda. Uma construção rústica, sem luz elétrica, que era basicamente um só cômodo, que fazia as vezes de quarto e cozinha, com um banheiro sem porta num dos cantos, e que era usada nas raras vezes em que alguém da família visitava aquele lado da propriedade. Confortável e limpa, mas bastante rústic...
CENA 4. CONTAGEM Chegaram. Pararam o carro e desceram por uma trilha de uns 50 metros que atravessava um bosque de árvores altas e espaçosas, com o chão coberto de folhas secas. A hidrelétrica era uma pequena construção ao lado de uma barragem em um riacho. Em uma das margens havia uma casa de máquinas, um cômodo sem janelas no qual caberia uma pessoa, com uma porta fechada. Naparede lateral estavam instalados alguns mostradores. Havia um aroma agradável no ar e o barulho da água trazia tranquilidade. Júlia abriu a porta e logo deu de cara com o mecanismo rudimentar de produção de energia elétrica. Ela pediu a Mari que ficasse do lado de fora, falando a cada quarenta e cinco segundos o valor que um determinado ponteiro indicava. Júlia se ajoelhou para ter uma posição melhor de visão das engrenagens. Marco deu uma olhadela para aquela bunda espetacular, mas decidiu sair de perto, pois nada poderia ser feito ali, e ficou andando nas proximidades, vendo o riacho. Depois de um tempo, ...
CENA 2. PROVOCAÇÕES Nenhum dos dois saberia dizer exatamente qual comentário mudou o tom da amizade, mas a partir de certo ponto eles estavam definitivamente flertando. Moravam em cidades próximas, deveria ser fácil se encontrarem, mas a agenda recente de Júlia dificultara tudo, pois abarrotada de reuniões e prazos para um novo projeto. Eles, então, esticaram as conversas. O que era um flerte se tornou logo uma conversa mais tórrida, que era curtida a cada mensagem pelos dois. Não demorou para que trocassem “nudes”. Marco logo percebeu que Júlia tinha jeito para a coisa. As fotos que ela mandava eram provocantes e deixavam o rapaz à beira do desespero. Júlia era linda: seios esculturais e empinados; coxas que se delineavam perfeitamente e terminavam numa bunda redonda, durinha; boca grande. Mas não era só a beleza dela que fazia as fotos serem quentes. Ela gostava de mandar fotos não só enquanto estava em casa, mas também do trabalho, do trocador da loja, do restaurante ou...
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