O pobre Afrânio e sua amada Tati

Afrânio não podia acreditar em como se metera naquela situação. Tinha tudo para ser perfeito: ele finalmente estava no quarto com o amor de sua vida. Ela estava nua e completamente excitada. Seria como um sonho, não fosse um verdadeiro pesadelo.


Afrânio conhecera Tati quando ainda eram crianças. Estudaram na mesma escola e ele fora louco por ela desde que viu aquela menina de cabelos castanhos escuros e olhos negros e brilhantes entrar na classe segurando a mão da professora. Ele, gordinho, fizera a única coisa que conseguira pensar: “aceita um biscoito?”. Ela aceitou e se tornaram amigos e nunca mais se separaram.


Claro, enquanto ainda estavam na pré-escola Afrânio não era capaz de entender que o que sentia por Tati era amor. Seu coração apenas disparava quando ela estava por perto e ele queria fazer tudo por ela e odiaria a simples possibilidade de que alguém não a fizesse feliz. Foram necessários alguns anos até ele entender exatamente o que tudo isso significava. Mas, quando finalmente entendeu eram todos aqueles sentimentos, aproximou-se mais ainda de Tati.


Os anos passaram e Tati e Afrânio estavam sempre juntos. Ele ia onde ela ia. Se ela jogava vôlei, ele estava na torcida; se ela fazia uma apresentação de ciências, ele ajudava empolgado a montar o experimento; se ela atuava em uma peça, ele se sentava na primeira fileira para aplaudi-la; se ela colecionava conchas, ele se esforçava para encontrar as mais bonitas e presenteá-la.


Toda essa atenção não passava despercebida. Aliás, todos pareciam ver que Afrânio amava Tati. Exceto, Tati.


— É só meu amigo, meu irmão! - ela dizia e ele, encabulado, concordava.


Os garotos caçoavam de Afrânio. Exageravam - mas não muito - afirmando que ele só faltava beijar o chão onde Tati passava e mesmo assim ela não lhe  correspondia.


Demorou até Afrânio finalmente criar coragem para se declarar. Ele escolheu uma data marcante: o aniversário de treze anos dela.


Mas ele chegou exatamente quatro horas e vinte e um minutos atrasado.


Naquela mesma tarde, Tatidera seu primeiro beijo. O felizardo foi um garoto de outra sala chamado Humberto.


O peito de Afrânio implodiu quando ele viu que ela estava de mãos dadas com Humberto no quintal antes da festa, escondidos dos pais dela. Tudo só ficou pior quando se beijaram.


Afrânio saiu correndo e chorou. Chorou muito.


Depois limpou os olhos e voltou para a festa como se nada tivesse acontecido.


Ao longo dos anos, Tati passara a se confidenciar com Afrânio. Dizia de quem gostava e de quem não gostava. Ele via naquilo, além de uma mostra de amizade profunda, uma prova de que um dia terminariam juntos. Então ele pacientemente esperava.


Além do mais, ele simplesmente amava passar as tardes com ela. Se perdia em seus olhos negros e em seu sorriso radiante. Não importa sobre o que conversavam, o tempo passava rápido quando estavam juntos. As risadas de Tati eram os sons mais maravilhosos do universo para Afrânio. Mesmo quando ela lhe falava sobre sua paixão por algum garoto ele tentava não se abalar. E também tentava ser honesto e não prejudicar a imagem do rapaz.


Incapaz de ter a mulher que amava, Afrânio se refugiou em livros, filmes e animes românticos. Ele passava as noites pensando em como seria se Tati descobrisse que ele, no final das contas, era o homem perfeito para ela. Ele precisava estar pronto para quando isso acontecesse. Seria logo. Ele tinha certeza de que ela finalmente o notaria.


Mas para isso, ele deveria estar disponível. Imagina se Tati finalmente fosse se declarar para ele e, tal como acontecera na festa de treze anos, ela o visse com outra?


Isso seria inadmissível.


Então, em segredo, Afrânio fez um juramento: não beijaria outra garota. Se era Tati que ele queria, apenas ela lhe interessaria.


Aos dezesseis Tati começou a namorar um rapaz chamado Maurício. Afrânio odiava o playboy. Era difícil conter não só o ciúme, como a inveja que ele tinha de Maurício.


Durante os dois próximos anos, Afrânio e Tati se viram menos. Eles haviam terminado o ensino médio e ambos entraram no cursinho pré-vestibular.


Foi quando Maurício e Tati terminaram.


Afrânio viu ali sua oportunidade perfeita. Com a notícia do término, Afrânio foi à casa de Tati consolá-la.


Mas ela estava tão triste que não houve clima para mais nada. Ela chorava até soluçar. 


Restou a Afrânio abraçá-la e confortá-la.


— Você vai superar. Vai encontrar alguém que vai te fazer feliz como nunca imaginou.


Mas ela não respondia. Apenas se aconchegou em Afrânio e chorou.


Nos dias seguintes, Tati parecia depressiva, claro. Maurício fora seu primeiro namorado e era um cara - infelizmente, para Afrânio - legal. O término deixara um profundo ferimento no coração da jovem.


Afrânio apareceu todos os dias para ver como ela estava. Tomavam café juntos antes de irem para as aulas, no período da noite.


Com o caminho livre, Afrânio voltou a fantasiar sobre Tati. Se via andando com ela de mãos dadas pelo campus da universidade, ambos aprovados no vestibular. Se via com ela na praia nas férias. Se via com ela nas montanhas, fugindo do frio em frente a uma lareira. E, evidentemente, se via fazendo amor com ela.


Solitário em sua cama, Afrânio tentava relembrar como era sentir o toque da pele de Tati, sua pele macia e quente. Já excitado, ele imaginava que carinhosamente a despiria, a beijaria e, com cuidado, apontaria seu pênis para a entrada dela. Em seguida, vagarosamente, ele a penetraria. Bem devagar, para que ela não sentisse incômodo algum. Ele visualizava os seios redondos e suaves dela, com auréolas rosadas e bicos rígidos. Uma vez dentro dela, eles se beijariam com amor e, mexendo seus quadris, gozariam juntos e dormiriam abraçados. 


Com essa cena na cabeça, ele se masturbava antes de dormir.


O sonho iria se realizar. Em breve. Ele tinha certeza.


Tudo estava perfeito. Logo, ele e Tati estariam na faculdade e aproveitariam esse período juntos. Talvez se casassem depois da formatura, se não optassem pelo mestrado ou por uma carreira. O primeiro filho viria daí dois ou três anos, no máximo. Se chamaria Antenor, em homenagem ao falecido pai de Tati. Ela ia gostar da sugestão. A filha que viria depois seria Maria Ângela.


O celular de Afrânio soou e uma mensagem chegou.


— Ei, pode vir tomar uma cerveja comigo?” - perguntou Tati - “Queria uma daquelas nossas conversas…


— Claro!


Era a hora. Afrânio não perderia mais tempo. Não iria perder a oportunidade dessa vez.


Afrânio se ajeitou, mas não muito. Não queria parecer desesperado. Passou perfume na torcida para que ela notasse que era uma fragrância que ela mesma indicara.


Alguns minutos antes da hora combinada, Afrânio já estava no bar. Tati não demorou a chegar. Estava linda. Perfumada, cheirosa, com um belo vestido e com o cabelo arrumado.


— Ei! Fran!” - ela disse com o sorriso que derretia o coração de Afrânio.


— Ei, Tati! Está linda!


— Obrigado!


Conversaram amenidades até que ambos perceberam que era a hora de falar o que realmente interessava. Afrânio inspirou e se preparou para se abrir para Tati.


Mas a garota foi mais rápida.


— Fran, eu fiquei com o Tomas, do cursinho ontem…


A pressão de Afrânio caiu.


— Como assim? Nós saímos juntos ontem da aula…


— Na verdade… faz uns quinze dias que ele me chamou, nós conversamos e tal… Aí nos vimos mais tarde… e… estamos ficando em segredo desde então.


— Ah… por que não me contou? - murmurou Afrânio.


— Não sei… Acho que pensei que não ia dar em nada, que ia ser só uma vez. Depois duas. Ia te contar. Sempre te conto tudo. Mas como ainda estou com tanta coisa mexendo na minha cabeça por causa do Maurício eu quis organizar meus pensamentos primeiro. Me perdoa?


— Sabe que não fico bravo com você…


— Eu sempre achei ele bonito e gente boa… Mas não estava pensando em ficar com alguém agora. Achei que ia ficar um bom tempo só focada nos estudos.


— É. Acho que você deveria pegar devagar. Não conhece o Tomas direito. E terminou com o Maurício. Pode ser meio cedo…


Afrânio não pode evitar o ciúme de Tomas. Ele era um cara alto e forte, com tatuagens nos braços e que lutava alguma coisa que Afrânio não sabia o que era. Mas, apesar da cara de durão, parecia ser gente boa.


— É mais complicado do que isso, Fran. E é por isso que queria conversar com você. Eu preciso de você como nunca…


— Você sabe que pode contar comigo, Tati. Sempre. Pra qualquer coisa.


— Eu sei. Mas o que eu quero te pedir é complicado. Então, quero que você me diga realmente se pode fazer pra mim. Pode dizer “não” de boa.


— Eu faço o que você precisar. Sabe disso. Sempre fiz tudo. Você é minha melhor amiga.


O “amiga” saiu arranhando a garganta de Afrânio. “Eu te amo” é o que ele queria dizer. “Eu morreria por você”.


Tati ficou quieta. Depois virou o copo de cerveja. Estava criando coragem para falar.


— Sabe, Fran… O Maurício foi meu primeiro namorado… Foi com ele que perdi a virgindade…


Isso doeu em Afrânio. Ele se guardava para Tati. Sabia que ela tivera relações, mas, mesmo assim, doía. Não sabia porque doía. Mas doía. Não deveria. Mas doía.


— Sei… O que tem?


— Eu conhecia o Maurício há anos, como conheço você. Foi fácil namorar ele. A gente se entendia. É como a gente se entende, eu e você, sabe?


— Sei - Mas Afrânio não estava entendendo para onde aquela conversa iria.


— Mesmo assim, eu demorei um pouco para transar com ele. Foi só nesses últimos meses que transamos. A gente se entendia e era muito bom, mas eu sinto que isso é porque eu confiava demais no Maurício. Me sentia segura com ele. Tal como me sinto segura com você. Só vocês dois no mundo me deixam tão segura.


— E você não se sente segura com o Tomas?


— Não… Não exatamente.


— Então não fica com ele!


— Mas eu quero!


— Como assim?


— Acho que você não está entendendo. O Tomas nunca fez nada de mal pra mim. Muito pelo contrário é ótimo. E eu sinto muita atração por ele. Mas só conheço ele há pouco tempo. Só que temos uma química imensa, sabe? Aquilo de corpo? De pele? E ao longo da minha vida eu só me sinto segura perto de você e do Maurício, desde que meu pai faleceu. Acho que quando ele morreu eu fiquei meu insegura.


Foi como dar um soco na boca do estômago de Afrânio e ele não respondeu.


— Nós ficamos ontem à noite e o Tomas queria que eu fosse pra casa dele… Mas não me sinto segura em transar com ele. Não é como se ele fosse me fazer mal ou algo assim. Mas é estranho. Eu só transei com o Maurício até hoje e confiava muito nele. Como disse, só confio assim em você e no Maurício.


— Mas você não quer transar comigo? - brincou Afrânio, com um fundo de verdade.


— Não! Você é meu amigo!


— Então o que quer?


Tati tomou mais um gole grande da cerveja.


— Sabe quando a gente era criança e as as meninas do vôlei foram más comigo e a Helena me bateu? E você passou a ir pro jogo pra não deixar ninguém encostar em mim? E desde então ninguém mais mexeu comigo?


— Sei, o que tem?


— A partir dali sempre me senti segura perto de você. Depois você passou a estudar para as provas comigo e eu sabia que podia contar com você. Com você perto, eu sei que posso fazer o que quiser que estarei bem.


— Não estou entendendo nada.


Tati respirou fundo e falou de uma vez.


— Fran, eu quero transar com o Tomas, muito. Sinto um tesão enorme por ele. Mas eu preciso saber que estou segura. Preciso que você esteja lá. Que esteja me guardando.


— Que? Como assim?


— Só vou conseguir transar com alguém se você estiver lá. Faz isso por mim, por favor.


— Não, Tati. Como assim? Não. 


— Você não disse que faria tudo por mim?


— Mas, isso? Você não precisa de mim. É estranho.


— Preciso. E muito. Se você não estiver lá eu não vou conseguir. Vai ser horrível. Vou sofrer. Nunca mais vou conseguir estar com alguém. Eu preciso dessa ajuda. Só dessa vez, prometo.


— Não sei…


— Pensa no tanto que isso significa pra mim. Eu preciso disso. Para me libertar do término com o Maurício. Para aprender a poder estar com outra pessoa. Mas pra isso eu preciso de uma ajuda. Eu preciso me sentir segura para ser eu mesma. E eu só consigo ser eu mesma perto de você… Senão vai ser horrível. Vai doer. Ou eu nem vou conseguir. Vamos lá. Você disse que faria tudo por mim. Eu vou ficar te devendo um enorme favor…. Eu faço o que você quiser depois.


Afrânio visualizou Tati chorando enquanto era penetrada por Tomas. Não. Ele não podia permitir isso. De jeito nenhum. Ainda que o que ela estivesse pedindo fosse totalmente bizarro.


— Ok…


— Obrigado, Fran - e Tati abraçou Afrânio apertado e beijou suas bochechas.


— Quando você pretende fazer isso? Tem que ver se eu posso…


— Combinei com ele daqui meia hora lá em casa…


— Agora?


— Agora. Vamos!


E saíram apressados do bar em direção à casa de Tati.


— Meus pais não estão em casa hoje. Foram a uma festa de uma advogada qualquer, Antonella, acho, não tenho certeza. Deve ser alguma dessas festas super entediantes de pessoas engravatadas. E aqui, claro, me sinto mais à vontade…


Afrânio olhou em volta.


— Vou ficar no quarto ao lado, então – Se precisar, me chama - e pegou o celular


— Não, Fran…


A campainha tocou e Tati se apressou.


— Meu Deus, é o Tomas! Ele chegou mais cedo! Vem, fica aqui.


Tati abriu o guarda-roupas e disse para um Afrânio atônito:


— Se esconde aqui. Quero que fique de olho para me dar segurança, tá? Obrigado, Fran! Te amo! – e empurrou Afrânio lá pra dentro antes que ele pudesse reclamar e saiu para atender a porta. 


A Afrânio pareceu que ela já havia liberado um espaço entre os vestidos com antecedência. Já sabia que ele toparia e preparara o quarto antes de sair de casa. O jovem poderia ficar sentado dentro do guarda-roupas, cujas portas eram como persianas horizontais, permitindo que ele visse o que acontecia no quarto, mas sem que fosse visto.


O rapaz teve tempo de olhar em volta. Viu os vestidos de Tati e alguns sapatos. Ao lado havia uma calcinha enfiada de qualquer jeito no móvel. Parecia que ela não tivera tempo de guardar. A mera visão daquela peça íntima fez Afrânio tremer. Aquele delicado tecido estivera em contato com o sexo de Tati. O tão sonhado sexo de Tati.


Com o coração acelerado e temendo ser visto, Afrânio pegou a calcinha, fechou os olhos e a cheirou. Por um instante, ele ficou inebriado com o aroma que a peça exalava. Era tudo como ele imaginava. Milhões de imagens de Tati deitando-se com ele numa tarde de verão usando só aquilo passaram por sua cabeça.


Mas esses devaneios foram interrompidos logo em seguida quando abruptamente Tomas chegou já aos beijos com Tati abrindo a porta com um estrondo. Ela apagou a luz do quarto, mas acendeu os abajures. Queria uma meia luz. Se deixasse o quarto escuro como breu Afrânio não veria nada. Logo em seguida, Tati jogou Tomas na cama e subiu em cima dele, beijando-o enquanto se apertava sobre o rapaz.


“Meu Deus, como eu vim parar aqui” - pensou Afrânio. “Como eu aceitei isso?”


Seja pela presença secreta de Afrânio, seja por outro motivo qualquer, fato é que Tati não parecia nem um pouco insegura. Ao contrário: agia com absoluta naturalidade.


Enquanto beijava Tomas na boca e nos pescoço, Tati desceu sua mão até a calça do rapaz e passou a instigá-lo. Ele, por sua vez, segurava firme as nádegas da garota.


Tati, então, tirou um seio para fora do vestido.


_ Chupa - ordenou.


E Tomas caiu de boca sugando o mamilo de Tati, que gemia e esfregava sua cintura contra as pernas dele e tocava seu membro sobre a calça.


Satisfeita com o carinho, Tati desceu da cama e rebolando sensualmente como se houvesse música deixou o vestido cair.


Do guarda-roupas Afrânio viu Tati nua pela primeira vez. Aos olhos dele, ela era perfeita.


Tomas também tirou sua roupa e se sentou na beirada da cama. Ele devia ter mais de um metro e oitenta e tinha músculos bem definidos. Certamente fazia academia. Os braços e parte do peito eram cobertos com tatuagens diversas. Mas o que chamou a atenção de Afrânio, ainda que contra a própria vontade, era que entre as pernas de Tomas se destacava um pau grande e duro cuja cabeça surgia de um corpo de veias salientes e apontava para o teto.


Tati rebolou na frente dele, virando-se e esfregando sua bunda naquele membro rígido. Ela vez questão de fazer a cabeça passear por toda a extensão de sua bunda, passando pelo cuzinho até chegar à boceta, num toque bastante leve. Depois de novo. E de novo. Ela descia e subia fazendo o pau de Tomas percorrer aquele caminho erótico.


Afrânio não conseguiu conter a ereção. Seu pau estava duro, mas isso lhe trazia um sentimento contraditório. Não deveria ficar excitado vendo a mulher que amava rebolando sua bunda no pau de outro cara. Era errado. Era definitivamente errado.


A garota se exibia para Tomas. Deixava a boceta perto da boca dele. Ele via aquele sexo coberto de pelos escuros com cheiro de tesão e úmido passando à sua frente e salivava. Depois ela se virava de costas e esfrega a bunda provocativamente na cabeça do pau de Tomas. Isso o deixou louco e ele fez menção de comê-la ali em pé mesmo, mas ela recusou. Ainda não.


Tati se ajoelhou e enfiou o pau de Tomas na boca de uma vez. Engoliu tudo. Não parecia uma menina com pouca experiência. Parecia uma safada que já tinha tudo vários falos dentro de si. Ao menos isso é o que passava na cabeça de Afrânio.


A cabeça de Tati subia e descia revezando-se com uma punheta molhada no pau de Tomas, que urrava de tesão. Ele tentava forçar mais e mais a boca dela contra seu pau segurando-a pelo cabelo. Tati engoliu tudo e com a vara toda na boca, parou por um instante e olhou em direção ao armário. Vagarosamente, ela tirou o pau da boca e deu um discreto sorriso para o amigo oculto.


Ver Tati daquela forma cortava o coração de Afrânio, mas ao mesmo tempo o deixava de pau duro. Era terrível. Ele se culpava por estar excitado, mas algumas lágrimas passaram a encher seus olhos.


Alheio ao observador inesperado, Tomas sabendo que não conseguiria segurar o tesão por muito mais tempo tirou o pau da boca de Tati e a jogou de costas na cama. Feliz, ela arreganhou as pernas e preparou-se para ser possuída. O sexo encharcado de Tati ficou à mostra. A espessa camada de pelos negros depilados para formar um triângulo adornava a boceta rosa pulsante e sedenta.


Aquela visão foi demais para Afrânio. Quantas vezes ele imaginara o sexo de Tati? Quantas vezes estiveram juntos na piscina e ele tentara vislumbrar o que poderia haver por baixo do biquini? Quantas vezes ele dormira pensando em delicadamente encostar seu membro naquele recanto íntimo de sua paixão?


Repleto de culpa, mas incapaz de se conter, Afrânio tirou o pau da calça. Devagar, ele passou a se masturbar olhando a cena.


Com força, Tomas puxou Tati para si pelas pernas e a penetrou de uma só vez. A garota soltou um grito de tesão e seus seios refletiram a poderosa estocada. A cabeça vermelha do pau de Tomas entrou violentamente até o fundo do sexo de Tati.


— Vai, mete… Mete… Tesão…


— Safada… Gostosa… Gosta que mete forte, Tati? É?


— Gosto… mete forte, vai…


E enquanto Tomas socava seu pau na boceta de Tati, Afrânio, chorando, batia punheta no armário. Era demais para ele. Com a calcinha ainda em uma mão, Afrânio se masturbava com a outra olhando a paixão de sua vida ser comida na sua frente.


Por um instante, Afrânio exagerou no movimento de auto satisfação e  esbarrou na parede do guarda-roupas, fazendo um ruído surdo.


Tomas, sem tirar o pau de dentro de Tati, se assustou.


— Que foi isso?


Afrânio congelou dentro do armário. Estava de calças arriadas com o pau na mão. Quieto. Imóvel. Nervoso, suor escorria da sua testa.


“Ai, meu Deus, ele vai me encher de porrada… Como vou explicar isso?”


Tati, contudo, não se abalou.


— Nada. Acho que o nosso movimento derrubou alguma coisa aqui na cama.


— Não foi ali no armário?


— O que poderia ser no guarda-roupas? Alguém vendo a gente? Foi só alguma coisa que caiu aqui do lado. Tem umas tralhas embaixo da cama - e Tati riu e apertou sua boceta em volta do pau de Tomas.


Não tendo ouvido mais nada e sentindo a pressão de Tati em seu membro, Tomas deu de ombros e voltou a penetrar Tati. Ele entrava e saia dela com velocidade, enquanto apreciava os seios da garota irem e virem a cada estocada.


Aos poucos, a força do tesão se tornou mais forte do que o medo e Afrânio voltou a se masturbar.


Tati, então, levantou ainda mais suas pernas e as colocou sobre os ombros de Tomas.


_ Vai fundo…


Totalmente exposta, Tati sentia o pau entrando até quase bater-lhe no útero. Cada socada de Tomas parecia ir mais fundo. Sua boceta pulsava. Estava perto do gozo.


“Como ele pode ser tão violento? Não é certo… Ele tinha que fazer amor com ela… não essa coisa animalesca… não desse jeito… minha pobre, Tati… Esse brutamontes não sabe tratar ela…” – pensava Afrânio com o pau na mão.


Tati mal se aguentava de pernas arreganhadas. Ia gozar. Sabia disso. Mas ainda não.


— Vem assim.


E pôs os pés no chão, apoiando-se na cama enquanto empinava a bunda.


Tomas segurou firme na cintura de Tati e mais uma vez enfiou seu pau com violência na boceta da garota.


— Ah, aaahhh… gemeu alto Tati.


E Tomas metia, e metia… e Afrânio chorava e batia punheta vendo os dois.


Tati, então, se virou de lado enquanto Tomas socava o pau em sua boceta sem dó e novamente olhou para o armário. Só que dessa vez, não tirou os olhos. Era como se visse Afrânio ali, olhos nos olhos. Afrânio via o lindo e delicado rosto de Tati movimentando-se fortemente contra a cama a cada estocada de Tomas na boceta dela. Ela gemia, e gemia, e fazia cara de dor e prazer, mas não tirava mais os olhos do armário. Ela estava vendo Afrânio, certeza.


O pobre Fran fitava os olhos de Tati e chorava e se masturbava.


Tomas resolveu apimentar as coisas e cuspiu no cuzinho de Tati.


— Que isso, Tomas? - ela questionou.


Sem responder, ele enfiou o dedo médio no cu de Tati, enquanto metia forte em sua boceta.


Ela gemeu alto. E quanto mais ela gemia mais Tomas enfiava e tirara o pau da boceta dela e o dedo do cu dela. Aquele dedo grosso violava o cuzinho rosa da garota, úmido do tesão da boceta e do cuspe de Tomas. Ela sentiu um orgasmo chegando e Tomas também.


Mas essa foi a gota d’água para Afrânio.


A sua deusa angelical sendo comida daquela forma com um dedo no cu? Era demais. Era inaceitável. Só faltava ele querer comer o cu dela como se fosse uma puta? Como assim, não!


Num súbito e inesperado movimento, Afrânio saiu gritando do armário!


— Chega! Pára!


Aturdidos, Tomas e Tati ficaram imóveis. Ele ainda com o pau na boceta e o dedo no cuzinho dela. 


Ali estava Afrânio, todo suado, com uma calcinha na mão erguida dando a ordem de parar enquanto a outra ainda estava no pau.


Por um segundo, ninguém se mexeu.


Foi aí que do pau de Afrânio saíram vários jatos de gozo, que atingiram as pernas de  Tomas e de Tati.


— Que porra é essa? - gritou Tomas.


Foi o tempo apenas de olhar para baixo, ver seu pau cheio de porra e ver seu gozo escorrendo de Tomas e Tati e Afrânio entrou em pânico.


De modo tão repentino quanto o que entrara em cena, Afrânio irrompeu para fora do quarto da casa de Tati, correndo pelas ruas com as calças caindo e com as mãos cheias de porra. 


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