Provocações Sussurradas (Cena 1)
Quando um sentimento sincero de amizade se transforma em algo mais? Quando dois amigos não mais se contentam em dividir as felicidades e tristezas da vida? Quando a companhia não é mais suficiente e o toque se torna necessário? Quando ir juntos a festas, casamentos, bares e funerais e depois voltar cada um para suas casas sozinhos não faz mais sentido? Quando aquela pessoa que era vista como um porto seguro durante a tempestade se torna também o objeto dos seus desejos sexuais mais íntimos?
Para Júlia e Marco essa mutação na amizade demorou mais de uma década para ocorrer. Eles foram colegas na escola católica no ensino médio, quando já nos primeiros dias de aula a menina nerd anarquista achou graça no desengonçado rapaz amante dos animais e resolveu sentar ao lado dele. Desde então eles eram sempre vistos juntos. De manhã, Marco passava na casa de Júlia e, juntos, iam caminhando e conversando até a escola. Ao final da tarde, eles se encontravam e faziam o caminho inverso contando as novidades um ao outro.
Fizeram isso até que Júlia ganhou seu primeiro carro, um Subaru velho que ela mesma escolhera e do qual cuidava com carinho. A partir daí ela passou a buscar Marco em casa. O garoto jamais admitiria em voz alta, mas sempre achou que ela dirigia rápido demais. Era imprudente! Júlia parecia saber disso e aproveitava para assustá-lo um pouco indo para as montanhas e fazendo curvas apertadas acelerando e deslizando o carro de lado, ao estilo “drift”. No final das contas, Marco reconheceu que, apesar do medo, era divertido andar com Júlia.
Durante todo o ensino médio e a faculdade, a relação dos dois não passou de uma amizade sincera. Júlia, linda e de personalidade forte, tivera sua série de namorados e o tímido Marco conhecera uma ou duas garotas. Esses relacionamentos fizeram com que se afastassem um do outro por vezes, mas sempre retornavam à amizade antiga.
Após a formatura no colégio, Marco cursou Medicina Veterinária e passou a prestar serviço para fazendeiros nos arredores da cidade. A vida no campo fez bem a ele. Se tornou um homem alto e forte. A timidez passou a ser apenas um traço charmoso de sua personalidade e não um pesadelo como era no ensino médio.
Júlia, por outro lado, continou na cidade, trabalhando em uma multinacional da indústria automotiva. Em um ramo ainda largamente dominado por homens, ela se esforçara e conseguira se destacar. A paixão por mecânica viera de certa forma do pai, que acompanhava religiosamente a Fórmula 1 aos domingos e o campeonato mundial de rally. A garota se interessou primeiro pelas corridas, depois pelo funcionamento dos carros em si. Autodidata, aos dezesseis anos já sabia o suficiente de mecânica para identificar os problemas no velho Fiat da família. Ciente do talento da filha, não foram poucas as vezes que o pai a levara às oficinas a fim de evitar ser ludibriado por profissionais desonestos. Ela se divertia. Deixava os mecânicos pensarem que ela não entendia nada de carros, começava fazendo perguntas bobas, depois mais difíceis, até eles não saberem responder ou caírem em contradição.
Aos vinte e três anos ela se mudou para um bom apartamento no centro da cidade e passou a ter uma vida mais saudável, ainda que trabalhando bastante, pois além do emprego, ela pretendia abrir sua própria empresa de consultoria. A garota magra ganhou músculos e se tornou ainda mais bonita. Seu jeito rebelde, anárquico, ganhou a moldura de um corpo bem definido, com cintura larga, boca grande e bem delineada, e seios fartos. Tudo isso sob uma pele negra-dourada adornada por olhos escuros muito vivos.
Nenhum dos dois saberia dizer exatamente qual comentário mudara o tom da amizade, mas a partir de certo ponto eles estavam definitivamente flertando. Eles não só trocavam “curtidas” em redes sociais, mas efetivamente deixavam claro suas intenções.
Como era de se esperar, foi Júlia quem tomou a iniciativa de tornar o flerte virtual em algo real. Ela chamou Marco para uma cerveja - e quem sabe algo mais. Contrariado, ele disse que não poderia, pois ficaria no campo por mais uma semana. Passado o prazo, ele a convidara diversas vezes, mas então era ela quem não tinha disponibilidade, em razão de um prazo em um novo projeto na empresa.
Sem condições de se encontrar pessoalmente, inevitavelmente, eles partiram para conversas mais e mais provocantes. Mais uma vez, Júlia tomou a iniciativa de mandar nudes. Ela começou com uma foto dos seios. Algo quase discreto, mas suficiente para deixar Marco louco. Ela gostou da reação e enviou novas fotos, repletas de sombras e luzes, dando apenas uma noção de seu corpo. Júlia não queria que ele a visse de uma vez. Queria deixar a imaginação de Marco trabalhar, queria mistério, suspense. Ela sentia um tesão imenso em deixar a sensualidade no ar. Eram apenas fotos parciais de suas coxas, pernas, seios, de sua bunda e de seu sexo.
Sem tanta criatividade ou sutileza, como é típico dos homens, Marco respondeu com fotos de seu membro rígido. Júlia não se incomodou com a falta de teor artístico nas imagens e ficou satisfeita em ver aquele falo duro por causa dela. Ela se divertiria com ele tão logo pudesse. Por ora, ela se via obrigada a apenas provocar Marco. Queria deixá-lo louco para quando se encontrassem. Em uma das mensagens ela disse:
“Vou tomar um banho e dormir… pensar em você e no seu pau… Queria ele aqui, apenas esfregando em mim…”
E, sem mais, mandou uma foto na qual se podia entrever que o sexo dela estava úmido.
Marco ficou louco. Ele passou a noite vendo as fotos que ela mandara. Não aguentava mais. Precisava encontrar - foder - Júlia de qualquer jeito.
A situação de Júlia não era diferente. A provocação que ela fazia com Marco causava furor também nela. Sem alternativa, ela fechava os olhos e se masturbava pensando em Marco, às vezes usando seu consolo favorito, um rosa com veias salientes, que ela achava particularmente parecido com o que vira nas fotos do rapaz. Após algum tempo, porém, aquilo claramente não era suficiente. Por mais que ela desligasse a luz do quarto e nua deslizasse o consolo para dentro de si, imaginando que era Marco entre suas pernas, Júlia sabia que precisava de mais. Que seu sexo exigia ser preenchido pelo membro quente de Marco e não por um réplica fria de plástico.
Foi então que surgiu a oportunidade perfeita para que eles se encontrassem pela primeira vez. Amelia, uma amiga em comum, mais velha do que eles dois ou três anos e que morava na mesma cidade de Júlia, precisava de alguém para verificar qual problema acometera um gerador que não estava funcionando em sua fazenda. Amelie perguntou a Júlia se ela poderia ajudá-la, indo à fazenda, descobrindo o que estava acontecendo e, se necessário, trazendo a peça defeituosa para a cidade. Júlia concordou e, astutamente, sugeriu convidar Marco, afinal ele tinha uma caminhonete na qual cabia o gerador e era forte o suficiente para ajudar a carregar o mecanismo, que não provavelmente não era leve.
A oportunidade era duplamente interessante, pois era a um só tempo uma chance de Júlia começar a dar consultorias, podendo no futuro abrir sua própria empresa, afinal a família de Amelie tinha vários negócios e também o momento perfeito para encontrar Marco..
O plano era simples: sairiam cedo da cidade e chegariam na fazenda depois do almoço, Júlia olharia o que fosse necessário, colocariam o motor no carro, retornariam para a cidade e, então ela e Marco iriam para a casa dela botar finalmente em prática toda a provocação que tinham feito nas últimas semanas.
Tudo acertado com Amélie e Marco, Júlia iniciou os preparativos e comprou velas aromáticas, algumas garrafas de vinho, morangos - com creme, é claro. O creme contrastaria com a sua pele escura e daria um efeito inebriante. Só de pensar em como ela iria montar em Marco, cavalgando alucinada, Júlia ficava louca de tesão e precisava pensar em outra coisa para que as pessoas próximas não notassem seus pensamentos.
Assim, no dia combinado, por baixo da calça jeans Júlia colocou uma calcinha de renda. Sob a blusa xadreza, ela vestiu um sutiã decotado e se perfumou. Seria uma tarefa rápida na fazenda, depois ela esperava apagar o fogo que lhe consumia.
Mas, a verdade é que ela estava se divertindo provocando Marco e queria fazer isso até o último instante. Queria vê-lo louco como um garanhão amarrado diante de uma égua no cio, até que ela o soltasse e ele a fodesse com força. Ela imaginava ele morrendo de tesão, custando a se conter, enquanto ela vagarosamente ficava nua na frente dele. “Ainda não” e tiraria o sutiã. “Ainda não”, vendo Marco nervoso, com o pau grosso para fora. “Ainda não”, diria ficando de quatro na cama e oferecendo sua boceta a ele… O garanhão de pau duro e amarrado, a égua colocando-se na frente dele. Ele salivando. Ela escorrendo enquanto empinava vagarosamente a boceta em direção a ele.
“Agora…”
Com um suspiro de tesão, Júlia tirou uma última foto provocante no quarto antes de sair e a enviou para Marco. Dava pra ver um pedaço da calcinha e das coxas. A mensagem dizia “essa boceta está esperando para ser chupada”.
Ainda com tesão e com as calças na altura do tornozelo, Júlia ouviu o interfone. Era Amelie, avisando que tinha chegado.
Amelie era também uma amiga antiga dos dois, desde o início da faculdade. Mas ela era séria. Não era de festas ou de beijar muitos homens. Ela tinha tido uma criação religiosa e vestia-se sempre de modo muito sóbrio. Ela costumava não gostar de falas obscenas ou vulgares e quase não bebia. Era uma ótima amiga, mas que tinha suas diferenças com o resto da turma por causa de sua criação. Além de tudo isso, Amelie era muito amiga de um ex namorado de Júlia e ficara um tanto chateada quando eles terminaram. Foi por esses motivos que Júlia tinha certeza de que era melhor não falar com Amelie sobre o que estava rolando com Marco.
Durante a curta viagem Júlia foi conversando com Amelie, mas sempre que podia olhava as mensagens de Marco. Ela se excitava lendo aqueles textos obscenos. Sua boceta ia ficando umedecida a cada lida e relida nos textos, sempre explícitos. Ela ia imaginando como seria o final de semana. O que fariam no quarto, na sala e no banheiro, como ela cobriria seu sexo de creme e tomaria vinho enquanto era chupada... Fingindo ouvir e se interessar pelas novidades que Amelie contava, Júlia pressionava suas coxas uma na outra tentando em vão aliviar o tesão.
Pararam no local combinado para encontrar Marco, um posto de gasolina no pé da serra. Ele já estava lá, com sua caminhonete Toyota cinza metálico. Certamente, ansioso, chegara bem antes do horário. Sabendo que Júlia queria que fossem discretos, ele fez o possível para disfarçar sua empolgação ao vê-la. Marco cumprimentou Amelie com um abraço rápido e Júlia com um mais longo, pressionando seu membro contra a cintura dela. Ele também estivera revivendo as conversas e fotos. Estava de pau duro. Conversaram brevemente e Amelie pediu que Marco a seguisse para que ela mostrasse o caminho e foi para seu carro.. Nesse momento, com Amelie de costas entrando no carro, Júlia aproveitou para passar a mão no pau de Marco por cima da calça discretamente. Sentindo o volume, ela sussurrou:
"Que delícia... logo ele vai ser todo meu..."
Where is the part tow. Amazing history.
ResponderExcluirUploading soon. It's already written. Also... did you read it in English?
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