DOIS PRESENTES PARA CAROL (cap. 9/10)

 Vesti a cara de pau e mandei um “oi, sumido” para Theo. Puxei papo e logo convidei para uma bebida. Escolhi um barzinho sossegado, no qual eu sabia que poderíamos conversar tranquilamente. Esperei ele estar mais solto e eu também para introduzir o assunto.


_ Meu aniversário de trinta anos está chegando… O que você vai me dar?


Theo sorriu.


_ Eu lembrei. Pensei em comprar livro e mandar pra você. Tem um autor novo, Jakob alguma coisa, que tem sido bem falado e acho que você ia gostar.


_ Estava pensando em outra coisa. Não precisa gastar nada. Tomei um gole maior do meu vinho.


_ O que?


_ Então… lembra de uma promessa que fizemos um ao outro, quando a gente estava junto… de viver uma experiência diferente e tal…?


Acho que ele já tinha entendido, mas fingiu que não.


_ Não, do que você está falando.


Não me fiz de rogada. Aproximei-me de Theo e sussurrei em seu ouvido:


_ Sobre um ménage…


Ele ficou vermelho. 


Como quem não quer nada, voltei ao meu canto, juntei toda a coragem da minha vida, e falei:


_ Acontece que encontrei um cara que topa me dar isso de aniversário. Queria saber se você toparia também…


Enrubesci ao confidenciar a Theo meu plano mais íntimo.  Naquele interminável segundo, meu coração bateu mil vezes. Esperei a resposta dele escondida atrás da taça de vinho, disfarçando ao máximo meu nervosismo.


_ Eu, você mais um cara?


_ Você tinha dito que animava.


Ele ficou pensativo.


Já tinha chegado até ali, já tinha falado tudo às claras. Não podia desistir facilmente. Não podia titubear. Afinal, era a minha realização de trinta anos. A chance de viver meu sonho não ia escapar da minha mão assim. Eu precisa agir. Sem pressionar, mas de modo eficiente.


O melhor argumento era o que já tínhamos vivido. Tomei mais um gole de vinho, voltei a reunir toda a minha coragem (ou cara de pau, não sei exatamente) e sussurrei no ouvido dele.


_ Sabe… eu tenho saudade de como a gente transava… sabe?


_ Como assim? - ele respondeu baixinho, fingindo ignorar do que eu falava.


_ Por trás…


Olhei para o rosto dele. Estava entre branco e vermelho. Desleixadamente, passei a mão na calça dele. O pau estava duro. Eu sorri. Ele não podia negar. Apertei um pouco. O membro latejou na minha mão.


_ Ok…


Ainda com minha mão em seu membro, Theo perguntou:


_ Vamos lá pra minha casa? Agora…


_ Não… - eu estava no controle total naquele momento - guarda esse tesão pra mim… aí você vai ter o que quer… está combinado?


_ Está combinado.


Paguei a bebida e fui embora. Tinha conseguido tudo o que queria. Se ficasse ali poderia diminuir o tesão dele com outro tipo de conversa. Estava no ponto. Ele iria pensar em mim sem parar até o dia do meu presente.


Com Bruno havia sido fácil. Eu falara e ele topara na hora.


_ Que delícia, Carol! Que safada! Claro que eu topo!


Ele também ficou excitado e quis transar comigo naquela hora, mas eu também disse que não. Esperaríamos para que o tesão fosse o máximo dali uns dias.


Combinei com ambos em minha casa, dois dias antes do meu aniversário. Se marcasse exatamente no dia, alguém poderia aparecer de surpresa e estragar tudo. Teria sido muito esforço e ansiedade em vão. Melhor não arriscar. Pensa se chega um parente? Uma colega de trabalho com chocolate? Pensa se estou lá, no meio de dois caras e preciso atender uma porta?


Precisava também garantir uma coisa. Pedi para ambos fazerem exames médicos e me mandarem os resultados. Ninguém deveria correr risco algum. Ambos toparam e dias depois já estava tudo certo.


Mas, claro, isso é um pouco “corta onda”. Então eu tinha que retomar o tesão.


Resolvi, então,  mandar fotos bem ousadas para Bruno e para Theo nos dias antes do aniversário. Para Bruno foquei nos meus seios, que ele amava. Para Theo, claro, tirei fotos bastante explícitas da minha bunda. Recebi de volta imagens de paus duros. Homens são previsíveis e sem criatividade (mas não reclamei).


O dia da comemoração dos meus trinta anos finalmente chegou. Preparei a casa para o momento. Comidinhas leves, vinho, algumas velas aromáticas, música e outros detalhes. Fui ao salão, me depilei e tomei um demorado banho, após o qual passei um delicioso creme corporal e um perfume sensual. Optei por vestir uma camisa de seda de alcinha e uma saia azul escura, com um sapato de salto. Após terminar de me arrumar me olhei demoradamente no espelho.


“Estou gostosa!”


O relógio demorou a chegar às oito e meia. Estava ansiosa demais. O coração pulando. E se desse errado? E se fosse ruim? E se eu me decepcionasse? E se Bruno e Theo não conseguissem realizar o que eu tanto imaginara? E se o vinho estivesse ruim? E se a comida estivesse ruim? E se e se.


Parei. Abri a garrafa de vinho. Tomei um grande gole.


“Para de pensar. Só vai. Só vai. Não pensa. Tira tudo da cabeça”. Respirei fundo várias vezes. Inspira. Expira. Inspira. Expira. Vai, de novo.


Felizmente, Bruno chegou exatamente às oito e meia. Provavelmente, esperara por um ou dois minutos até o relógio marcar o horário exato. Ele era britanicamente pontual.


_ Parabéns, Carol! Trouxe vinho!


_ Obrigado, Bruno! - e dei um beijo nele. Ele estava usando um perfume amadeirado que eu amo.


_ Espero que goste. Trouxe essa garrafa da Itália.


_ Pode abrir!


Bruno pegou o saca rolhas e logo nossas taças estavam cheias. Brindamos ao meu aniversário e nos beijamos. Ele já viera excitado. Por baixo da calça o membro estava duro. Provavelmente estava fantasiando sobre o que aconteceria logo mais tanto quanto eu. Mas era cedo para começar alguma coisa. Precisávamos esperar Theo.


Nos sentamos e conversamos amenidades. Nervosa, eu evitava falar do que aconteceria dali a pouco - ou, ao menos, o que eu esperava ansiosamente que aconteceria. Não dava para saber se tudo daria certo. 


Theo chegou quinze minutos depois, visivelmente nervoso. O rosto vermelho.


_ Parabéns, Carol! Desculpa o atraso. Peguei uma complicação no trânsito. Oi, Bruno… Eu trouxe um vinho.


_ Obrigada!


Deu pra ver que Theo e Bruno mediram um ao outro. Era como se fossem dois machos lutando por uma fêmea. Ambos queriam definir quem seria o dominante. Havia uma tensão entre eles.


Não era isso o que eu queria. A fêmea não seria disputada por dois machos. Ela dominaria os dois naquela noite. Eles não lutariam por ela; seriam submetidos a ela.


Peguei a garrafa e coloquei na mesa.


_ Entra! Fica à vontade! Relaxa. 


_ Trouxe também isso aqui…


Theo tirou um embrulho com dois livros. Um era uma edição especial de Orgulho e Preconceito, da Jane Austen, com uma bonita dedicatória e o outro de um autor que eu não conhecia, mas que, pela capa, era um romance safado. Ele sabia que eu gostava!


_ Que lindos! Obrigada!


_ Bruno, você lembra do Theo, não é?


_ Sim, claro. Ele era da turma da faculdade.


Conversamos por algum tempo. Falamos da faculdade e do trabalho de cada um. Tomamos vinho. Mas o papo foi se dirigindo para questões mais chatas, como mercado de trabalho e remuneração. Mas na minha cabeça eu já estava em outro momento. Olhava para Bruno e para Theo e pensava que queria ter os dois de uma vez. Eu afetava calma, mas por dentro já estava fervendo. Eles falavam de negócios e carreira e eu me perdi em pensamentos, lembrando das várias vezes que transei com cada um deles. Notei que a umidade entre minhas pernas aumentava. Aquele papo de negócios não era não era o clima que eu queria. Precisava equilibrar aquilo ali. Mas, eles estavam se dando bem. Isso era importante.


Deixei que eles conversassem por mais alguns minutos. Eu sabia exatamente como mudar o assunto. Já vinha pensando que esse gancho poderia ser necessário há algumas semanas.


_ Sabe, Bruno, eu e Theo lembramos muito de você da festa na casa da Janaína. Você sabe de qual a gente está falando?


Theo ficou vermelho na hora.


_ Por que vocês lembram? Não acho que a gente conversou muito naquele dia. Lembro que vocês tavam lá e tal, mas não muito mais que isso.


Eu nunca tinha falado daquele acontecimento com ele. Nesse momento, Bruno estava sentado numa extremidade do sofá e Theo na outra e eu estava de pé.


_ A gente viu você e a Clara… no quarto da Janaína.


Foi a vez de Bruno corar.


_ Como assim?


Theo deu de ombros e tomou vinho. Eu fui modulando minha voz para um tom mais sensual.


_ Naquele dia eu e o Theo queríamos transar na casa da Janaína. A gente foi pro quarto dela e ficamos na varanda… A gente viu quando você entrou no quarto…


Bruno ficou calado. Eu me sentei entre eles.


_ Lembra, Theo? Eu queria transar olhando aquela igreja que tem na frente da casa da Jana - coloquei uma mão na coxa de cada um como quem não quer nada. - Aí a gente foi pra varanda.


Theo tomou mais vinho. Eu dei um sorriso safado.


_ A gente estava do lado de fora do quarto quando vocês entraram. Eu fiquei com medo de vocês pegarem a gente no flagra, então ficamos quietinhos, não é Theo? Pensa, eu estava pelada na varanda apoiada no parapeito quando vocês chegaram. A gente viu quando você e a Clara se agarraram lá. 


_ Vocês viram?


_ Vimos… O Theo ficou louco com a bunda dela. Ela ficou de quatro na cama, apontando a bunda direto pra onde a gente estava. O Theo ficou morrendo de tesão. Sabe como eu sei que ele ficou com tesão?


Era uma pergunta retórica. Bruno não precisava responder. Ele engoliu em seco. Eu sabia que eles estavam com tesão. Eu senti meu coração acelerar e meu sexo pulsar. A umidade brotava em mim.


_ Porque eu estava pelada e.. o pau dele estava em mim… então, eu senti o pau dele latejando dentro de mim… Eu vi a bunda dela ali pertinho da gente e vi que quando o Theo olhou para ela de quatro com o seu pau na boca, o pau dele latejou dentro de mim…


Com um gesto simultâneo, passei a tocar os dois membros com minhas mãos, por cima da calça. Nem eu acreditei no quanto eu tinha sido safada falando tudo isso! E terminei:


_ O pau do Theo estava em mim… por trás… sabe? Não é Theo?


Foi demais para nós três.


Bruno me puxou e me beijou, já enfiando a mão no meio das minhas pernas. Minhas mãos apertavam os membros duros dos dois. Logo larguei Bruno e beijei Theo.


Minha festa de trinta anos finalmente tinha começado.


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