DOIS PRESENTES PARA CAROL (cap. 8/10)

 Foi então que meu aniversário de trinta anos chegou e com ele uma sensação imensa de vazio.


Hoje eu sei que é uma ilusão querer ter a vida resolvida aos trinta - ou aos quarenta, ou quando for. A vida é uma construção. Nunca “atingiremos” uma meta e consideraremos que não há mais nada a fazer. Mas, especialmente, não dá pra ter algo assim aos trinta. Além do mais, as pessoas associam sucesso a um determinado cargo, conquista, posição, a um casamento ou até a um carro ou casa. Mas esses são símbolos externos. Internamente, a questão é sempre mais complicada. O que queremos de verdade às vezes é intangível.


Mas eu só fui ter essa noção depois. Faltando pouco mais de um mês para meu aniversário de trinta anos, eu me olhava no espelho e só pensava em tudo o que não tinha feito, conquistado ou vivido. Minha vida tinha se resumido a trabalhar, trabalhar e trabalhar. Vivia atolada em livros didáticos, provas, planilhas e formulários.


Foi nessa crise de identidade que comprei um monte de livros clássicos na Livraria Machado e Hilst e decidida a ler tudo antes dos trinta. Ignorei que seria impossível absorver tanta coisa em tão pouco tempo, me joguei na poltrona e abri Memórias Póstumas de Brás Cubas. “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas”. Brilhante início.


Li por umas duas horas até que Bruno me ligou. Queria sair pra jantar. Disse a ele que não estava animada e perguntei se ele não queria descer. Ele topou.


Transamos…


Depois, ele se levantou e foi à cozinha beber água. No caminho, viu todos os livros novos.


_ Decidiu montar uma biblioteca de clássicos?


Respirei fundo e me abri com ele. Contei sobre o vazio que sentia. Sobre a incompletude da minha vida. Sobre como eu queria ter viajado, ter doutorado, ter lido os clássicos, morar num bom lugar… Não queria estar trabalhando em dois empregos, morando de aluguel…


_ Carol, além de comprar esse monte de livros que você certamente não vai conseguir ler até o seu aniversário, não tem mais nada que você realmente queira fazer? Seja sincera. Tem alguma mudança de rumos que você queira dar? Seja sincera com você mesma e conte comigo, pro que precisar.


Essa frase ficou na minha cabeça pelos dias seguintes. Haveria alguma coisa que eu queria e poderia fazer que iria me dar uma certa sensação de realização? Algo que fosse viável, que ainda pudesse ser concretizado em menos de um mês e meio? Doutorado, viagem, casa própria, nada disso se encaixava.


A resposta veio algumas noites depois.


Era uma sexta-feira e eu estava entediada. Corrigira provas até tarde e agora não tinha o que fazer. Em situações assim, normalmente, eu ligava para Bruno. A gente tomava alguma coisa ou fumava e depois transava. Transar era sempre um bom remédio para a monotonia! Mas ele estava viajando. Passaria o final de semana em São Paulo, numa conferência sobre segurança virtual. Fiz, então, o que todos fazem, mas ninguém assume: abri um site pornô. Vi um, dois vídeos e nada. Levantei, peguei minha caixinha de brinquedos e retornei à tela. Nesse momento reparei em um vídeo no qual uma mulher transa com dois caras. Era o que eu precisava. Dei play.


Lubrifiquei meus brinquedos e me pus a assistir o vídeo. Primeiro, liguei o massageador e o posicionei para vibrar no meu clitóris. Na tela, a moça chupava um rapaz enquanto outro a chupava. Eu estava arrepiada. Saudades do pau do Bruno… Acelerei o vibrador.


Minha mente viajou e retornou anos atrás, quando estava no quarto de Marilene. Ela estava com as pernas abertas, com a boceta cabeluda aberta chamando Pedro para que a penetrasse. O rapaz não negou. Na minha frente, Mari se arreganhou para o namorado meter. Logo, como eu não quis participar, foi a vez de Dudu. Mari gemia rebolando no pau de Pedro enquanto batia punheta e dava para Dudu. Me perdi em recordações e me esqueci do vídeo. Nunca admiti para Mari, mas minha buceta tinha ficado latejando naquele dia. Eu chegara em casa e me masturbara loucamente no banheiro. Quase desmaiei.


Depois daquilo muita coisa aconteceu na minha vida sexual. Eu não podia reclamar. 


Theo… Theo e eu aprendemos muita coisa juntos. Só de pensar nele meu cuzinho pisca de tesão. Ele foi o primeiro a me comer por trás. A gozar no fundo do meu cuzinho.


Nesse momento, peguei o lubrificante e passei em um consolo. Com carinho, pensando no pau de Theo, fui enfiando o falo de borracha por trás. O brinquedo foi avançando por dentro de mim, me abrindo. Que excitação me dava! Dar o cu me fazia sentir safada, putinha, mas no melhor jeito possível. Livre.


Passei a socar o brinquedo por trás e a gemer. Foi inevitável me lembrar de quando Theo estava comendo meu cu na casa de Janaína, na varanda do quarto dela. Eu estava especialmente safada: nua, fazendo anal numa varanda, de frente para uma igreja, com a possibilidade de ser vista por gente da festa. Só isso já seria suficiente para me fazer gozar como nunca. 


Enfiei mais o consolo por trás. Mais forte, mais rápido. Meu cuzinho piscava.


Mas houve mais naquela festa: Bruno e sua então namorada chegaram e eu a vi fazendo boquete nua para ele. Aquele pau gosto e grande sendo chupado enquanto eu dava minha bunda a metros dali. E se eles vissem? 


Mas só quem viu fui eu… E gozei horrores…


O que me levou a pensar em Bruno. Lindo, safado e com um pau delicioso… Bruno era um amigo e amante sensacional. A gente transava selvagem e ele topava tudo que eu queria. Ele só queria me ver gozar.


Acelerei o vibrador na minha buceta e o consolo no meu cuzinho.


“Ele topava tudo”, “ele só queria me ver gozar”... pensei nisso por um instante… e me lembrei de Theo me comendo… Bruno, Theo, Bruno. Theo, o consolo entrando e saindo do meu cuzinho, o vibrador frenético na minha buceta… Theo e eu discutindo sobre um ménage…


Era óbvio: o meu presente de trinta anos seria transar com Théo e Bruno!


Enfiei forte o consolo, arreganhei a boceta, apertei meus próprios seios e gozei… Estava decidida.


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