DOIS PRESENTES PARA CAROL (CAP. 1/10)
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Olá, meu nome é Carol. Sou professora de matemática em um colégio e dou aulas em um cursinho. A vida tem sido corrida desde que saí da faculdade. Basicamente, tenho me dedicado ao trabalho em tempo integral. Mas eu só tive noção do quanto tinha deixado os outros aspectos da minha vida de lado quando percebi que ia fazer trinta anos. Essa epifania aconteceu quando dirigia para meu apartamento após passar o dia dando aulas. Cansada, liguei o rádio do carro para afastar o sono e começou uma música que curiosamente se chama “Sobre o tempo”, do Nenhum de Nós. Ao introduzir a canção a locutora disse algo como “e agora vamos curtir esse sucesso do Nenhum de Nós lançado em 1990, há quase trinta anos. É, o tempo passa, minha gente!”.
“Caramba” - pensei - “eu sou de 1990. Faço trinta esse ano…”
A partir dali eu pensei em como a vida tinha andado diferente do que eu imaginara que seria. Aos vinte eu pensava que aos trinta eu teria minha vida toda resolvida. Me imaginava casada e com um bom emprego. Estava solteira e precisava de dois empregos para me manter. Antes eu pensava que teria vida social e que viajaria o mundo. Nada disso. Após a faculdade tinha sido só trabalho. Fiquei com uma sensação de decepção para comigo mesma.
Esse sentimento me acompanhou por vários dias, até que comecei a me lembrar do que aos vinte anos planejava ter realizado aos trinta e que ainda daria tempo de fazer até o meu aniversário.
“Pouca coisa. É pouco provável que eu vá encontrar o amor da minha vida nos próximos dois meses e me casar às pressas. Também não dá mais pra ter filhos até lá. Mudar de emprego? No meio do ano? Improvável. Mas não custa mandar uns currículos, né? Viajar? Preciso realmente começar a juntar dinheiro. Finalmente tirar aquela sonhada viagem pra Europa do papel. Ler os clássicos? Bom, isso dá pra iniciar”.
No dia seguinte passei numa livraria no centro da cidade, perto do fórum, e comprei logo vários clássicos.
“Vamos ver: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Moby Dick, Crime e Castigo, Drácula e Dom Quixote. Acho que tenho o suficiente”.
Peguei todos esses livros e trouxe pra casa e comecei a ler antes de dormir.
Mas ainda achava pouco.
Naquela época eu não tinha namorado, mas tinha um ficante. Um rapaz chamado Bruno, que morava no meu prédio. A gente se dava bem. Eu gostava muito dele, mas a gente sabia que não seríamos um casal no sentido comum do termo. Não seríamos namorados. Ele era apaixonado pela ex-namorada. Por incrível que pareça, nossa “relação” funcionava bem. Normalmente, a gente conversava bastante, depois transava, depois fumava maconha e conversava mais um pouco. O que eu tinha com o Bruno era melhor do que muitos namoros, mas não me preenchia.
Foi numa dessas conversas após a transa que comentei com ele desse vazio que eu sentia.
_ Carol, além de comprar esse monte de livros que você certamente não vai conseguir ler até o seu aniversário, não tem mais nada que você realmente queira fazer? Seja sincera. Tem alguma mudança de rumos que você queira dar? Seja sincera com você mesma e conte comigo, pro que precisar.
“Ser sincera”. Essa frase ficou na minha cabeça. Quanto mais eu pensava nisso, em ser sincera, em reconhecer meus desejos escondidos, mais uma imagem vinha na minha cabeça. Tinha, sim, algo que eu gostaria de ter feito e que eu realmente poderia fazer antes do meu aniversário.
Era algo no qual eu havia pensado por muito tempo, desde o final da minha adolescência.
Tudo começou quando minha melhor amiga daquela época, a Marilene, me chamou para estudar na casa dela. Eu era uma ótima aluna de matemática e ela disse que precisaria de ajuda com logaritmos.
Porém, quando eu cheguei na casa ela, percebi algo estranho. Marilene tinha chamado seu namoradinho, o Pedro e um amigo dele, o Dudu, para estudarem conosco.
“Estudar com namorado não dá certo”, pensei. Mas Marilene não queria estudar.
Mal a gente tocou nos cadernos, ela agarrou Pedro e o beijou. Eles começaram a se pegar ali no quarto, com o Dudu e eu vendo. Foi, então, que ela falou:
“Caro, fica com o Dudu. Ele é doido com você”.
Era uma armadilha!
Marilene sabia que eu era doida com um outro garoto, mas ele não me dava moral. Então, ela quis me arrumar o Dudu.
_ Não! Vou embora!
_ Não, fica! Você não pode sair agora. Se minha mãe chegar e você não estiver aqui ela me mata. Ela vai achar que só vim ficar com o Pedro.
_ Mas você veio só pra isso!
_ Não interessa! - ela riu - você tem que fazer isso por mim. Não pode ir embora. Não pode nem sair do quarto. Se minha mãe chegar, você tem qe estar aqui!
Ela era minha melhor amiga. Eu não podia ir embora mesmo. Mas também não ia ficar com o Dudu só porque ela havia arrumado aquilo.
_ Tá, mas não vou ficar com ninguém.
_ Ok!
Mas Marilene estava com os hormônios à flor da pele naquele dia. Ela se levantou e se encostou na parede agarrada a Pedro. Eles se beijavam como se não houvesse mais ninguém no quarto. Eu estava constrangida, mas Dudu olhava com interesse.
Marilene arfava e esfregava seu quadril no de Pedro.
_ Gente, estamos aqui! Tem mais gente aqui! - eu alertei.
Eu não era uma puritana, mas aquilo parecia meio exagerado. Mal sabia eu o que viria.
_ Pedro, ela acha que está demais. O que você acha?
_ Eu acho pouco!
_ Eu também!
Marilene deu um sorriso safado e abriu o zíper de Pedro. Ela tirou o pau duro dele pra fora e começou a bater punheta pra ele enquanto o beijava. Corei. Dudu olhava com atenção.
_ Mari! Tá doida! - eu disse.
Ela só riu enquanto Pedro enfiava a mão debaixo de sua saia.
Os dois gemiam e se mastubavam ali na nossa frente. Dudu não disfarçava que estava de pau duro. Ele fez menção de se aproximar de mim, mas eu disse que não.
Mari então puxou Pedro pra cama e abaixou a calcinha.
_ Olha a porta, Carol! Se ouvir algum barulho me avisa! - ela falou rindo.
Ela se deixou de perna aberta na cama e chamou Pedro pra vir. Pedro, claro, ao ver aquela buceta aberta na sua frente nem pensou. Ele abaixou a calça e revelou seu pau duro e vermelho pra gente. Com a pressa dos jovens, sem muitos rodeios, ele sacou uma camisinha da carteira, vestiu e já partiu para penetrar a buceta cabeluda de Mari.
Não vou mentir: ver o Pedro metendo na Mari daquele jeito já tinha me deixado encharcada, mas eu não queria mostrar isso. Não queria mostrar que estava me excitando ali.
Dudu, por outro lado, tirou o pau da calça e se masturbou lentamente.
Pedro metia em Mari e ela gemia a cada estocada.
Foi então que Dudu reclamou.
_ Pô, Mari, muito foda isso. Me chama aqui pra ficar com a Carol e agora eu fico aqui na mão, vendo vocês transarem…
Pedro, então, virou pra Mari:
_ Dá uma ajuda pra ele, já que sua amiga não quer cooperar.
Ela olhou pra ele, olhou pro Dudu, e fez uma cara de safada.
_ Vem cá, Dudu.
Eu não acreditei!
_ Só uma ajuda, porque você é minha - advertiu Pedro.
Mari, então, fez Dudu se aproximar e pegou no pau dele. Ela descia e subia a mão enquanto Pedro metia feroz em sua buceta. Logo, Mari direcionou o pau de Dudu para sua boca e começou um boquete.
Eu estava pingando de tão úmida. Ainda não conseguia acreditar naquilo.
Pedro aumentou o ritmo das estocadas na buceta de Mari. Ele certamente estava também morrendo de tesão. Ela punhetava e chupava Dudu, que a segurava pela cabeça. Os gemidos de Marilene eram tampados pela pica de Dudu.
Mari ficou louca. Ela gemia e mexia o quadril freneticamente. Parecia que ia gozar, mas eu não tinha certeza e ela não conseguia falar com aquela pica na boca. Logo, Pedro gozou. Em seguida, vou a vez de Dudu.
Nunca vou me esquecer da cena do Pedro tirando o pau da buceta encharcada de Mari enquanto ela sorria com porra escorrendo da boca segurando o pau latejante de Dudu.
Todos se recompuseram e não demorou a mãe de Marilene chegou. Ela fez um lanche pra gente. Depois fomos cada um pra sua casa.
Só que, claro, eu fiquei com aquela cena na cabeça por muito tempo.
Nos meses seguintes eu sempre me masturbava revivendo o que vira. Só que em minha imaginação, eu era Mari. Eu tinha duas picas à minha disposição. Eu ficava com a boca e buceta cheias de porra.
Essa fantasia me perseguiu até o meio da faculdade. Mesmo quando eu transava com alguém eu secretamente imaginava que havia outro lá com a gente e isso me fazia explodir de tesão.
Às vezes eu chupava o cara e pedia para ele botar o dedo na minha boceta e imaginava que havia alguém me comendo.
Minha fixação era tão grande que comprei dois consolos, dois pênis de borracha. Às vezes, sozinha no quarto da república em que morava, pegava os dois e me masturbava. Um eu enfiava na buceta e o outro só segurava e apertava. De vez em quando eu chupava. Quantas vezes eu gozei sozinha no meu quarto imaginando ser possuída por dois homens.
Em minhas fantasias, ora eu dominava os dois, ora eu era dominada. A única coisa em comum era que eu tinha duas picas sempre. Uma eu chupava ou masturbava, a outra me penetrava.
Então, quando pensei que precisava ser sincera comigo mesmo sobre o que eu queria fazer antes dos trinta, a resposta precisava ser: eu queria um ménage à trois com dois caras.
Só que, depois disso, eu acrescentei um detalhe à minha fantasia. Algo que eu só experimentei e aprendi a gostar bem depois do episódio com a Mari, quando já estava do meio pro final da faculdade. Aliás, foi isso que me fez esquecer um pouco da fixação em dois caras.
E isso eu conto logo mais.
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